Seria o Ubuntu Marketing uma utopia?

[Contexto] Ubuntu é uma noção existente nas línguas Zulu e Xhosa, faladas pelos povos da África Subsaariana. Na África do Sul, a noção de Ubuntu ligou-se também à história da luta contra o Apartheid e inspirou Nelson Mandela na promoção de uma política de reconciliação nacional. 
"Respeito. Cortesia. Compartilhamento. Comunidade. Generosidade. Confiança. Desprendimento. Uma palavra pode ter muitos significados. Tudo isso é o espírito de UbuntuUbuntu não significa que as pessoas não devam cuidar de si próprias. A questão é: você vai fazer isso de maneira a desenvolver a sua comunidade, permitindo que ela melhore?" (Nelson Mandela)
[Opinião] Primeiro, meus agradecimentos à Wikipedia por continuar existindo como fonte de informação reprovada por n docentes Brasil afora. Evidentemente que valorizei a sua história, Wikipedia, para poder escrever essa postagem (risos).
A Ética relacionada à filosofia Ubuntu nada mais oferece do que uma ética humanista que zela pela construção de relações fraternalistas entre os homens. Contudo, seria possível atribuir ao Marketing tamanha ousadia relacional?
Penso, na minha pequenez ténica diante de gigantes autores, pesquisadores e construtores da razão e do conhecimento, que essa atribuição não é impossível, mas é improvável. Veja; não consigo afirmar que é impossível que ela venha a existir, mas ouso declarar a sua improbabilidade. Essa característica define, para mim, a excelência do Ubuntu Marketing.
Ora, quão excelente é usufruirmos de ideias, da criatividade e da abstração para operarmos, executarmos projetos sólidos e reais, de tal forma que os processos mercadológicos hoje são fruto doce de uma árvore que não existe. Sim, é sério. Essa árvore dá frutos, por exemplo, em estações de Brainstorm, de Imersão Cognitiva, para que assim possamos usar desses processos em cases reais.
Não seria o Marketing a Arte e a Ciência de vender o Feio como Belo de forma lícita? Não estaríamos, com o auxílio de uma Matriz SWOT, estabelecendo tratados de guerra? Evidenciando nossas forças, aproveitando nossas oportunidades, respeitando nossas ameaças e melhorando nossas fraquezas? Esse mix de arte e ciência com pitadas do espírito patriota que move batalhas teria, em algum momento, espaço para a ética humanista?
Muito, muito improvável que sim. Mas jamais impossível.
[Recomendo] 


Comentários